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“A esquerda sai de alma lavada” (*)

No dia 25 de janeiro de 1984, eu tinha 15 anos, uma vaga noção do que eram as Diretas-Já, mas a certeza de que devia estar na Praça da Sé. Era uma data histórica demais para não ser uma entre as mais de 300 mil pessoas presentes à “maior manifestação já realizada em São Paulo desde a Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, segundo a Folha de S.Paulo. Em 13 de março de 2015, aqui estou eu de novo nas ruas. Se são 100 mil, 41 mil ou 12 mil manifestantes, não importa. Esta é uma história que não podia deixar de ser contada.

Vera Lúcia, Marcos, Sergio, José Augusto, Jamil, Andrea, Natalia, Polyana, Gabrielle, Anna Cecilia e Sabrina são meus personagens. Por que eles e não outros? Porque já é muito se comparado com o que o resto da imprensa vai escrever. Pessoas viram números na maioria das reportagens, como se cada uma delas não guardasse histórias de vidas que valessem a pena ser narradas.

Vera Oliveira, agricultora do Vale do Ribeira - Fotos: Eduardo Nunomura

Vera Oliveira, agricultora do Vale do Ribeira – Fotos: Eduardo Nunomura

São 14h20 e um grupo de 600 pessoas do vale do Ribeira caminha lentamente pela avenida Paulista, na direção do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A bananicultora Vera Lúcia de Oliveira, de 58 anos, é uma delas. Secretária de Política para Mulheres da Federação da Agricultura Familiar, não escondia o discurso de uma típica eleitora de Dilma Rousseff e do PT. “Vim defender a Petrobras, os programas sociais, a política de habitação popular e me opor a usar o recurso deles para pagar o déficit fiscal”, diz.

Em Sete Barras (SP), no vale do Ribeira, Vera Lúcia é uma líder atuante. É ela quem organiza os ônibus e os trabalhadores que vão engrossar manifestações sindicais Brasil afora. Desta vez, foram 12 ônibus. Das bananas que cultiva, ela obtém em torno de um salário mínimo e meio (1.200 reais) por mês. É pouco, mas antes era pior. “Hoje, cada prefeitura é obrigada a comprar 30% da agricultura familiar. Trabalhamos para ampliar nosso mercado.”

Vera Lúcia não tem tempo para descansar e ouvir alguns discursos de professores da rede estadual paulista no Masp, que minutos antes haviam decretado greve a partir de segunda-feira. Chega no meio de uma confusão entre manifestantes (leia o relato aqui) e logo se soma aos que estavam no ato em defesa da Petrobras e do governo Dilma. Começa a chover. A cântaros. Blocos de anotações não combinam com água. Na parte de trás de uma banca de jornal, um providencial abrigo me presenteia com dois novos personagens. Marcos e Sergio discutem, mas civilizadamente.

“Não estou subestimando, mas é uma coisa que ainda está longe de acontecer”, afirma Marcos Kennedy, de 28 anos. Ele se refere ao movimento pró-impeachment da presidente. Sérgio Paulo da Silva, de 43, retruca: “A luta pela defesa da democracia é muito mais urgente, não estou desprezando as suas reivindicações”. Marcos e Sérgio são colegas de universidade, da Uninove, onde se formaram professores. Reencontraram-se na rua. Ambos concordam que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) pegou uma “carona” ao marcar um ato no mesmo dia da assembleia dos professores. Decidida a greve, discordavam se deviam seguir com um ou outro grupo.

Os professores Sergio Paulo da Silva e Marcos Kennedy divergem sobre os objetivos do ato
Os professores Sérgio Paulo da Silva e Marcos Kennedy divergem sobre os objetivos do ato

 
Marcos relata as dificuldades enfrentadas pelos professores da rede estadual paulista. Não há material de limpeza, não há mesas de professores, o mato do “jardim” da escola. E o clima é de tensão, depois da demissão, pelo governo tucano de Geraldo Alckmim, de mais de 20 mil profissionais com contrato temporário. Ainda assim, Sérgio afirma que “lutas satélites” dos trabalhadores, neste momento, podem fazer o país retroceder para uma época em que essa discussão nem fazia sentido. “Só fui fazer faculdade aos 30 e poucos anos, com o Prouni. Não quero voltar ao tempo em que havia uma divisão profunda entre pobres e ricos”, diz o ex-operador de máquinas que hoje leciona história.

A tempestade não dá tréguas e o jeito é negociar um desconto para comprar um guarda-chuva para acompanhar a marcha (sim, uma marcha não fica parada). A rede de #JornalistasLivres dispara pelo Whatsapp que o site do jornal Valor Econômico informa que manifestantes recebem R$ 35 para estar naquele ato. Mas como encontrar naquela multidão o desempregado Edmilson Barbosa, o único personagem citado na reportagem? Nem vou perder meu tempo.

E

m vez disso, o repórter descobre uma jovem universitária contando os números de manifestantes na avenida Paulista, entre rua Peixoto Gomide e alameda Ministro Rocha Azevedo, para o Datafolha. Planilha na mão, ela marca com um traço ou um círculo o número de pessoas. Por uma jornada das 9h até as 21h, recebe R$ 95. Ainda são 16h, faltando cinco para acabar o trabalho. “Não tá valendo, não.” O instituto cravou 41 mil pessoas no ato – menos que os 100 mil, segundo a CUT, e mais que os 12 mil da Polícia Militar.

José Augusto Camargo e Jamil Murad (PCdoB)

José Augusto Camargo e Jamil Murad (PCdoB)

Na descida da rua da Consolação, o presidente do Sindicato de Jornalistas de São Paulo, José Augusto Camargo, se depara com Jamil Murad, presidente do PCdoB da capital paulista. “Eles conseguiram que a gente se unificasse de novo”, alegra-se o político. “É um ato conjunto e plural, de muita diversidade, e é só o primeiro.” O sindicalista concorda. “É difícil segurar agora. Isto aqui é fruto de movimentos organizados, enquanto quem está por trás do movimento do dia 15 são grupos minoritários. Quer uma manchete? Escreve aí: ‘A esquerda sai de alma lavada’.”

Minutos depois, a chuva dá uma trégua. A multidão agita as bandeiras e os comerciantes apenas assistem a tudo. Muitos cerram as portas, em pleno expediente de sexta-feira. Trabalhadores que queriam voltar para casa se desviam da massa. “Pode chover/ pode molhar/ ninguém segura a resistência popular/ pode chover/ pode molhar/ e a Petrobras ninguém vai privatizar”, cantam os manifestantes. A polícia filma e acompanha tudo de perto, mas não houve registro de confronto ou depredação em nenhum dos 25 estados que se manifestaram, segundo admite William Bonner no Jornal Nacional da sexta-feira 13.

A aposentada Natália Rosa da Silva, de 59 anos, puxa o ex-vereador e médico Jamil Murad para uma foto com ela, a filha e outras mulheres da Unegro. Ex-auxiliar de enfermagem, Natalia conheceu Jamil quando ele atendia no Hospital do Servidor, no fim dos anos 1980. Desde então vota nele. “Vim para contrapor ao que a mídia fala. Aqui é um monte de gente que acredita na política”, explica Natalia. “Eu sei o real sentido de quem está na luta para sobreviver. Criei sozinha quatro filhos, e foi muito complicado. Hoje, consigo que minha caçula faça uma faculdade.”

Andréa Nascimento, de 40 anos, é uma das filhas de Natália, mas não a caçula. Secretária, ela compara a sua vida com a de seu filho do meio. “Ele ganha R$ 1.000 e só tem 16 anos. Eu ganhava isso com 28 anos, e com esse salário paguei minha faculdade, com muito custo. O Bruno também faz faculdade, de marketing, e entrou pelo Prouni.” E por que participar do ato? “Há uma luta de classes, pobres e ricos estão digladiando. Estou do lado da Dilma, defendendo o que é nosso.”

A sem-teto Polyana e sua filha Alicia

A sem-teto Polyana e sua filha Alicia

O temporal reinicia impiedoso. São 18h e a rua da Consolação está tomada de manifestantes. Poucos arredam pé da marcha. Nem mesmo Polyana Alves, de 26 anos, e sua filha Alícia, de 4. A pequena tem um guarda-chuva. A mãe, não. O repórter lhe dá carona e conhece sua história. Alagoana, que veio a São Paulo dois anos atrás, ela participa de uma ocupação de sem-teto da Frente de Luta pela Moradia (FLM). Mora de forma precária na avenida São João. “Estou sem emprego, e não consigo um porque não tenho com quem deixar minha filha”, afirma. Polyana já trabalhou de empregada doméstica, mas com o que ganhava mal podia pagar o aluguel. Participar deste ato é mais um dia de luta entre tantos outros em que ela é levada pelos líderes dos sem-teto para protestar por moradia.

Os carros de som se encontram na praça da República. A chuva cessa e a multidão começa a se dispersar. A tinta verde-e-amarela no rosto da universitária Gabrielle Perez, de 18 anos, foi praticamente lavada com a chuva. Com exceção dos festivos militantes da União da Juventude Socialista (UJS), vi poucos estudantes nesse ato, talvez por estarem dispersos. Bem diferente das passeatas de 1992, onde éramos numerosos e barulhentos. Mas entendi completamente quando Gabrielle, que cursa gestão empresarial na Fatec, explicou porque queria parecer uma cara-pintada. “Eles estão dizendo que vão vir domingo (15) como os rostos pintados e gritando ‘fora, Dilma’ como aconteceu com o ‘fora, Collor’. Mas não há a menor relação, porque hoje é que deveriam estar os cara-pintadas”, diz.

A

universitária afirma que nada mudará sem uma reforma política, mas isso passa pela conscientização de seus colegas. “Éramos adolescentes na era Lula e a maioria de nós não tem uma percepção clara dos avanços sociais dos últimos anos. É por isso que não há tantos jovens aqui e outros tantos estejam contra a Dilma.”

Perto das 19 horas, policiais militares fazem um paredão humano e empurram os manifestantes para as calçadas. A ordem é deixar ruas e avenidas livres. Educadoras aproveitam os últimos minutos para abrir a faixa com os dizeres “verás que um filho teu não foge à luta – a história da luta democrática no Brasil”. As pessoas querem tirar uma foto que sintetiza o dia que viveram. É uma faixa batizada pela chuva, mas já carregada de história. No ano passado, para marcar os 50 anos da ditadura militar, professores do Centro Educacional Unificado (CEU) do Butantã fizeram uma exposição que abordava esse tema. Quando souberam do ato em defesa da democracia, Anna Cecília Simões, Sabrina Teixeira e outras colegas a trouxeram para as ruas.

Grupo de educadoras da rede municipal no Butantã exibem faixa-síntese do dia
Grupo de educadoras da rede municipal no Butantã exibem faixa-síntese do dia

 
“Queremos um Brasil dos direitos, dos cuidados, do interesse público, da participação popular, da diversidade, de menos desigualdades”, resume Anna Cecília, de 57 anos, supervisora da Diretoria Regional da Educação da Prefeitura de São Paulo. Nos anos 1980, já na redemocratização, a educadora ajudou na implementação dos Centros Integrados de Educação Pública, os Cieps concebidos por Darcy Ribeiro e mais lembrados como Brizolões, por causa do então governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola. Depois, foi chamada por Marta Suplicy para criar os CEUs. “Temos instituições cada vez mais fortalecidas e tenho orgulho do que conquistamos até agora.”

Sabrina, de 35 anos, é gestora do CEU Butantã e completa o pensamento da colega. “A nossa principal bandeira é o que defendemos na nossa faixa, a luta democrática. Mas também defendemos uma Constituinte para que a reforma política seja feita, porque do jeito que as coisas estão as outras transformações não virão”, diz. “Queremos um Brasil de qualidade para todos os nossos meninos e meninas. E isso significa nenhum a menos.”

O Brasil que não quer se dividir, nem deixar ninguém para trás, fez história neste 13 de março de 2015. E esta foi a minha história.

#JornalistasLivres em defesa da democracia: cobertura colaborativa; textos e fotos podem ser reproduzidos, desde de que citada a fonte e a autoria. Mais textos e fotos em facebook.com/jornalistaslivres.

Editor de FAROFAFÁ, jornalista e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo.
  1. carlos alberto bride vieira Responder

    É isso aí,o povo democraticamente tem que se manifestar.Quem conheceu os horrores da ditadura sabe o quanto é importante a democracia, o diálogo, a solidariedade e a luta pela construção de um mundo melhor.Sds.

  2. paulosilva Responder

    Parabéns pela matéria. Precisamos sim nos unir, para mostrar para Direita Branquela que não tem 3º turno…e tomará que Lula volte em 2018, para eles espernearem mais 8 anos!!!

    • Rubens Junior Responder

      Eu tenho pena de você meu caro colega, ou você é um elitista que está ganhando com a alta corrupção feita especificamente por esta figura caricata ou você é um pobre coitado, incauto e acéfalo que está achando que o Brasil cresceu foi pelas mãos desta figura e não pelo crescimento gradativo de anos, estude, corra atrás de informações, você está no lugar certo, Carta Capital é um ótimo informante, mas aprenda mais antes de palpitar caro colega, porque do jeito que tá iremos para o buraco e vocês ainda defendendo seu algoz, isso se chama Síndrome de Estocolmo. Não é uma luta entre ricos e pobres, eu sou pobre mas defendo um país com mais justiça e transparência em seus atos, que o governo trate bandidos como bandidos e não como heróis de guerra após sua condenação, que bandidos fiquem na cadeia e não em prisões domiciliares, queremos é um país melhor, e não a ditadura, como o governo do PT apoia em Cuba, Venezuela e etc, não queremos um país dos tucanos, queremos somente um país melhor do que este.

      • Elvis Granado Responder

        Boa tarde, Rubens, veja que sua análise representa, tu gastou mais linhas para detratar quem escreveu algo do que para expor tuas idéias.

        Na verdade, sim, sempre se tratou de uma luta entre ricos e pobres, não que todos os ricos sejam pessoas de má índole, mas não há motivos para que uma pequena parcela da população se digne a acreditar como que ungida por algo digamos divino, ache que possa determinar as regras do jogo e que ainda assim possa muda-las quando bem quiser.

        Não fomos nós quem criamos as classes sociais, mas é nossa inação quem poderá perpetuá-las, cabe a nós lutar para derrubar as barreiras criadas para manter estas distinções de classe com base econômica.

      • verginia Responder

        Obrigada.

      • frederico Responder

        Concordo Rubens, a questão não é ser direita, nem branquela, e sim ser contra o populismo e corrupção deste governo. Também sou contra esse preconceito criado contra quem não concorda com o governo atual, é uma falta de argumento e ai se apela ao preconceito.

      • Diogenes Responder

        Não se esqueça meu nobre que você é um descendente histórico de uma corja de corruptos designados a formar a sociedade brasileira do velho Brasil colonial. Portanto, para poder acabar ou diminuir a corrupção neste país é preciso escavacar mais profundamente. E mais precisamente em nosso próprio sub inconciente. E para quem acredita em reencarnação! Você já reparou que sem nos apercebermos, praticamos a corrupção em nosso cotidiano! Furar a fila na parada de ônibus, pegar a senha de banco de quem desistiu de esperar, em detrimento de quem já estava aguardando a sua vez, andar na contra mão-de-direção em via congestionada para passar à frente dos outros, independente da ilegalidade do ato, subir no ônibus sem pagar passagens, por favores ou amizades com o condutor, conseguir da mesma forma credenciais para adentrar em eventos diversos, etc… A corrupção é toda a prática de se conseguir tirar vantagens sobre as coisas independentemente se este ato é ético ou legal. Para podermos falar de corrupção, primeiramente devemos mudar nossos próprios costumes históricos. São anos de más costumes! É preciso reeducarmo-nos neste sentido. Devemos parar de jogar pedras em casa de espelhos! Este governo ao menos criou mecanismos tanto administrativos como jurídicos para contra balancear os velhos costumes que de certa forma exposeram atos de corrupções quer pela liberdade histórica de ação da Polícia Federal, quer pelas regras de licitações em geral, exceto, por exemplo, de Decretos ao estilo neoliberal como aquele criado pelo então Presidente FHC em nome da ” fácil concorrência” no qual facilitou enormemente a corrupção na Petrobrás, quer pela liberdade da Procuradoria da República ou por políticas de correção. Tanto deu certo que políticos da própria base já foram pegos em atos ilícitos sendo devidamente julgados e punidos. Se o código penal deixa brechas, aí é outra história. Não é da alçada do governo. E com relação aos governos progressistas da América Latina, cuja a atual bandeira é NÃO AO IMPERIALISMO NORTE AMERICANO, nada mais sensato e correto para o Brasil se unir a eles e também segurar esta bandeira democrática e justa.

        • Eduardo Responder

          Cuba e venezuela agora usam uma bandeira mais democratica e justa? Hahaha, acho que você nunca foi pra lá ver o estrago né meu amigo? Faça o favor e vá, se conseguir liberdade pra fazer suas pesquisas e voltar com segurança, você me conta.

  3. elizabeth de andrade Responder

    Este é o Brasil que eu queria ver nas ruas.

    É emocionante o nível de politização do povo brasileiro. Como avançou.

    Os discursos dão honestos claros. Próprios de cidadão conscientes, em construção da própria cidadania e coletivamente, construindo um Brasil melhor pra todos nós. Quem foi, ou não, às ruas.

    Parabéns povo Brasileiro!
    Momento histórico, lindo que nos dá de presente, embaixo de chuva, muita esperança.

  4. Gustavo Responder

    Movimento dos “trabalhadores” às 15hras de uma sexta-feira. Acho que isso já explica muito sobre quem eram. Mas o fato de muito deles estarem recebendo dinheiro para participarem (muitos estrangeiros haitianos) explica que eles estavam lá para trabalhar mesmo.

  5. Filipe Canavese Responder

    Relato quase poético de várias lutas que se encontraram pelas ruas de São Paulo nesse 13 de março. Parabéns!!

  6. Bene Mendes Responder

    A esquerda sai de alma lavada???? O lema do governo é BRASIL: PÁTRIA EDUCADORA e tem um corte de 64% nas verbas de educação; mudaram as regras do FIES prejudicando a classe mais pobre da população; cortes nos direitos trabalhistas e outras medidas que a “PRESIDENTA” Dilma disse que quem faria seriam outros candidatos caso ganhassem as eleições. Mentiram ao povo brasileiro e agora querem “mostrar” que a PETROBRAS é brasileira. Quem colocou a PETROBRAS nessa situação foram os políticos do PT e de sua base aliada e não seus funcionários. Se o PSDB ou outro partido desviava verbas, era obrigação do PT mostrar e acabar com essa maldita pratica quando LULA assumiu o governo pela primeira vez. Em vez disso não denunciou, nem investigou achando que poderia fazer a mesma coisa, afinal se “eles” roubaram porque não podemos também???? Hoje o País atravessa, talvez, sua pior crise devido os desmandos, acordos, negociatas, gastando pela primeira vez na historia mais do que arrecadou.

    • Diogenes Responder

      OK! Você fala até bonitinho. Dá pra enganar quem realmente está por fora ou não se enteressa pelas coisas que acontecem dentro da própria casa. Os teus números não convergem com a realidade. Aliás, estás muito atento ao que a grande mídia capitalista anda afirmando por aí. Depois acha que tem discurso próprio. Ajustes ou correções na economia são perfeitamente normais em qualquer governo no mundo, principalmente diante de crises extrenas. E igualmente normais pós períodos eleitorais. Desde quando passei a tomar noção de política e de costumes e práticas da administração pública no Brasil e exterior observo medidas como deste governo como absolutamente dentro do padrão normal de todos os governos, independente de denominação. E caso não saiba ou finge não saber, OS GOVERNOS DE DIREITA SÃO OS QUE MAIS ROTINEIRAMENTE FAZEM ESTES TIPOS DE AJUSTES. Com ou sem crises que justifiquem. E principalmente pós eleições! E com um detalhe: de forma muito mais austéria. Vai plantar bananas meu. Talvés tenhas mais sucesso.

    • José Pojo Responder

      Belo comentário.

  7. Alessandra Responder

    Trabalhadores na rua na sexta feira? Deve ter sido difícil achar gente realmente trabalhadora neste dia. E conseguiu fazer faculdade aos 30 anos? Não vai conseguir terminar, pois o governo não repassa verba para as faculdades, assim como não repassa dinheiro para Senac, está acabando com todos programas profissionalizantes. A Dilma conseguiu quebrar o país, acabar com tudo com o que o FHC conseguiu conquistar. O governo do Lula só deu certo enquanto continuou com as medidas do FHC, quando mudou, começou a ruína do Brasil.
    É meio difícil protestar contra ajuste fiscal, a favor da Petrobrás, contra a corrupção e defender a Dilma e o PT, pois tudo isso de ruim que está acontecendo é no governo deles……assim…..ou você é favor de um governo corrupto e incompetente ou você é contra. Um peso, uma medida! Quanto aos que irão na manifestação de domingo, aliás eu irei, são pessoas que estão a favor de um país digno, da recuperação da Petrobrás, indignados com tudo que está acontecendo.

    • José Pojo Responder

      Concordo plenamente. São pessoas pagas com dinheiro público ou desviados por corrupção que são liberados do trabalho para participar, “democraticamente”, de atos públicos destinados a proteger esse desgoverno que aí está.

  8. Luana Responder

    39bilhões em atovos da petrobras a venda para minimizar a divida e pessoas protestando pra dizer que a petrobras é nossa. Patético

  9. Eliane ferreiea Responder

    Essa luta do pobre contra o rico e vice versa é uma burrice é babaquice tão grande. Temos que ter riqueza no país e políticas de distribuição de rendas , mas com base em trabalho e não esse desocupados do MST. Esse povo do dia 13 é um bando de sem noção. O país está muito pior para os mais pobres trabalhadores, mas pra esse bando de vagabundo que só recebe dinheiro público pra fazer baderna quanto pior melhor talvez esteja bom. País com
    Mais educação e justiça se fã com produção de riqueZa. Esquerda burra e Alienada.

  10. Ronperlim Responder

    Bom seria que a maioria das pessoas pudessem abraçar as conquistas dos últimos anos, reconhecê-las e lutar por melhorias dessas conquistas.

    Manifestações dessa natureza são inteligentes, pois, enaltecem a Democracia.

    A clareza do texto não deixa dúvidas sobre os objetivos da manifestação.

    • Naldo Responder

      Clareza no texto? Eu não consigo entender o que é protestar à favor da Petrobras sem pedir para o PT parar de saqueá-la.

      Simplesmente não da pra acreditar que Dilma e Lula não são responsáveis diretos com o que está acontecendo com a Perrobras! Tem que ser muito cego para nem se quer questionar está hipótese.

      Reforma política? Depois de 12 anos de PT e ainda não temos nenhuma reforma necessária (política, tributária, etc). Só agora que o PT perdeu o controle do Senado e Câmara que estão tramitando reforma política, claramente não é interesse real do PT.

      Na minha lógica pessoal esse protesto não tem lógica, apenas se há interesses externos, sei lá!

  11. Luiz Amorim Responder

    Eu me senti de alma lavada andando no meio daquele mar vermelho. As pessoas estavam felizes e algumas fantasiadas de maneira discreta, como um rapaz usando uma faixa presidencial dizendo: ‘Vou governar 4 anos!’. Eu senti um ambiente amigável, de pessoas sadias, desprovidas do ódio tão peculiar nas pessoas de direita que estão sempre pensando em vinganças terríveis contra aqueles que não merecem a ajuda da Bolsa Família, ou no encarceramento de um menor infrator, no rebaixamento da maioridade penal ou a introdução da Pena Capital. Fui descendo num mar vermelho de bem-estar, bom-mocismo, civilidade, boa-vontade, pensamento crítico e humor à flor da pele. As pessoas estavam bem humoradas, eu notei. Muitos jovens acenavam de dentro dos ônibus que subiam a Rua da Consolação. Haviam negros, brancos, morenos, ruivos, loiros, mulatos, descendentes de japoneses, aliás, muitos nisseis e sanseis. A sua comparação da Marcha contra a Intransigência da Direita com as manifestações da Diretas-Já é benvinda. Foi um ambiente inteligente, acima de tudo… a gente pensa que a Imprensa Golpista tem muito poder, mas não é assim… ela só molda quem tem pouca informação e começou a acompanhar política ha pouco tempo. Enfim, eu senti minha alma lavada depois de tantos xingamentos, inverdades e pura má-fé que se vê nos ultimos tempos. Fui dormir contente, mais esperançoso de que nós, da Esquerda, ainda temos uma Força essencial que pode salvar o País da brutalidade e do atraso.

    • Naldo Responder

      Talvez essas pessoas não entendam o que realmente está acontecendo!

      Temos ladrões roubando nosso petróleo e nosso bolso! Essa pessoa deveria estar pedindo a cabeça do chefe da quadrilha! Isto é hipocresia!

      Estamos perdendo direitos adquiridos e teremos anos de recessão pela frente!

      Complicado!

  12. Vitor Responder

    Eu não sei o que é mais bizarro! Os sindicalistas apoiando um governo neoliberal ou os neoliberais querendo derrubar um governo que reza pela sua cartilha!

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