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Sou professora. Estou em greve. E explico o porquê

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Fotos Mídia Ninja

Sou professora do Estado de SP desde 2009. E já mergulhei na divisão em “categorias”. Entrei como “categoria L”, ou seja, não-concursada, e pegava apenas aulas que “sobravam” dos efetivos.

Essa categoria não existe mais, foi substituída pela “categoria O”, onde está a maioria dos contratados. A categoria “O” é o que há de mais precário na rede: só pode ter duas faltas por ano, não tem direito a usar a assistência médica do estado (Iamspe), não tem direito à aposentadoria profissional (SPPrev), após um ano de contrato deve cumprir “geladeira” por 40 dias, e após dois anos de contrato deve cumprir a “duzentena” (200 dias sem poder pegar aula, ou seja, quase um ano forçadamente desempregado). Nessa situação de “O”, estão “só” cerca de 50 mil professores da rede estadual. Como alguns colegas me disseram: para o governo, “somos uma sopa de letrinhas”.

Está bom ou quer mais? Tem mais.

A gente leva um susto quando entra na rede. Na licenciatura, muito professor (que está sem entrar na sala de aula de ensino fundamental e médio há uns 15 anos) nos diz que o problema da escola pública são as aulas “tradicionais”, sem imaginação, sem criatividade. Que o problema está na forma de ensinar, “conteudista” (com “decoreba”) e não “construtivista” e por aí vai.

Não é que essas coisas não sejam problemas, porém o buraco é mais embaixo. Vou explicar melhor: é certo que é difícil falar de Revolução Francesa para jovens que estão mais interessados em outras coisas (em muitas outras coisas), e que não veem como saber algo que aconteceu em 1789 possa fazer alguma diferença em 2015, por exemplo. Mas mais difícil ainda é conseguir falar 5 minutos em uma sala lotada com 40 jovens ou mais, em um dia de verão, com um ventilador apenas funcionando e sem água nas torneiras.

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Foto Felipe Paiva, R.U.A Foto Coletivo

É complicado explicar como funcionam os “três poderes” no Brasil enquanto grande parte dos estudantes insiste que “político é tudo ladrão” e que por isso não interessa nem saber como funciona o sistema, “pois só o que eles fazem é roubar”. Mas mais complicado ainda é lidar com bombas que explodem nos banheiros, brigas por motivos fúteis (escapei algumas vezes, e por pouco, de cadeiradas e de um soco na cara), fogo quase diário nas lixeiras, xingamentos variados (muitas vezes vindos dos pais dos alunos e não dos alunos), reclamações da coordenação e da direção de que você “não consegue controlar a sala”, como se esse fosse o único objetivo da nossa formação e trabalho. O buraco é mais embaixo quando você tem que lidar com alunos especiais em sala sem qualquer formação ou material próprio para isso (e junto com outros 40 jovens pedindo atenção); quando não tem como imprimir textos para leitura, imagens, ou mesmo provas, porque não tem toner nem folha de papel, e aí você imprime com seu salário; quando você tem que disputar a tapa com outros professores a única sala de vídeo que há na escola; quando você quer trabalhar em conjunto com outras disciplinas, mas não há tempo para conversar com os outros professores; quando o mato da escola está altíssimo e não tem verba para cortar; quando não tem papel higiênico; quando ninguém limpou as salas porque as moças da limpeza são terceirizadas, a empresa declarou falência e elas não recebem salário há dois meses; quando a cozinha foi terceirizada e enquanto não chegam as novas trabalhadoras precarizadas os alunos tem que comer bolachas com manteiga; quando mais da metade de seus colegas toma estimulante ou fluoxetina para aguentar o tranco de dar aulas em duas ou três escolas diferentes, das 7h da matina às 23h; quando seu salário, mesmo trabalhando em duas escolas diferentes, cerca de 40 horas por semana (40 horas por semana são as cumpridas na escola, não as de preparação e planejamento de aulas, correção de trabalhos – essas, me arrisco a dizer, ultrapassam esse tempo em umas 15 horas a mais), com cerca de 700 alunos, não chega a R$ 2.600.

Está bom ou quer mais? Tem mais.

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Este ano, a situação que já era essa que contei acima, piorou. O governador Geraldo Alckmin, dando continuidade ao cuidadoso processo de destruição da escola pública iniciado nos governos anteriores, fechou cerca de 3.000 salas de aula (qualquer sala com menos de 30 alunos inscritos no começo do ano foi fechada e seus alunos redistribuídos em outras), extinguiu cargos de coordenação, remanejou funcionários que tinham mais de 20 anos de escola (na minha escola, a “Tia Cris“, funcionária de gerações e gerações na escola, foi remanejada para outra, e a choradeira que assisti, entre alunos e professores, foi de cortar o coração), cortou verbas (de pintura, jardinagem, folhas de sulfite, papel higiênico, sabonete, toner, consertos em geral, infra-estrutura das salas, etc), forçou a duzentena na “categoria O” e decretou “reajuste zero” para os professores, sem cobrir sequer a inflação do período.

Quer mais ou está bom?

Ah, não tem como esquecer o famigerado “bônus” cópia bizarra de uma política norte-americana de premiação de professores conforme resultados de alunos, resultado esse medido em uma prova apenas (ora, mas não éramos construtivistas?). Um bônus que pune escolas com problemas sérios (culpa dos professores?), e premia apenas parte da rede, como se apenas alguns colegas tivessem trabalhado e outros não. Dito isso, que solução temos nós, profissionais da educação, a não ser entrar em greve?

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Entrar em greve significa ter desconto de salário, ter faltas no prontuário, ter que repor as aulas em sábados, contraturnos ou recesso, ouvir de pais e alunos que “professor ganha bem, tem férias de 30 dias e reclama de barriga cheia”, ouvir de colegas de trabalho que “professor grevista gosta é de ficar dormindo em casa enquanto os outros trabalham”, visitar escolas com comando de greve e ter que explicar o que está fazendo para os policiais que a diretora chamou (não aconteceu comigo, mas com vários colegas), acompanhar as negociações na Assembleia Legislativa e na Secretaria de Educação, aguardando horas na chuva para ver o que o governo ofereceu e sair de lá chateado porque não querem nem conversar, ir a todas as Assembleias na sexta, com mais de 60 mil professores, e nenhuma TV ou jornal dar sequer uma linha (e quando dá, não escuta nenhum professor, apenas reproduz a pauta do governo).

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Entrar em greve é receber também apoio de muita gente, inclusive alunos, que quando resolvem entrar na briga também (faltando no dia das Assembleias, criando debates e discussão de ideias, acompanhando os passos dos professores) sofrem repressão nas escolas (alguns colegas marcam provas justamente nesse dia, algumas direções recusam os pedidos de debate dos alunos, alguns chegam a receber advertências e telefonemas para os pais), com direções e supervisões (que em maioria são cargos indicados) que nos acusam de “fazer a cabeça” dos estudantes ou de “atrapalhar” o aprendizado.

Entrar em greve é ter que lidar com a desconfiança no principal sindicato (enquanto os outros sindicatos se reunem secretamente com o governo no meio da greve), pois a sua presidente terminou uma greve em 2013 contra a vontade de grande parte dos professores, aceitando migalhas do governo: o fim da quarentena, um concurso público e a inclusão do “categoria O” no Iamspe, dos quais o governo só cumpriu um (e mesmo assim, precariamente, pois grande parte dos professores que iriam ser chamados ainda não foram e estão trabalhando como contratados). É ter que estar com um olho no governo e outro no sindicato.

E, mesmo assim, com tudo isso e apesar de tudo isso: estamos em greve. Estou em greve.

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Dessa vez, tudo parece diferente das outras: tem muita gente nas redes sociais nos ouvindo (embora na imprensa tradicional tudo continue como sempre foi), nos apoiando, tem muito aluno participando, tem muito colega que disse que nunca mais parava por causa do sindicato, parado.

Tem muita gente exigindo uma postura firme do sindicato, da presidente, dos partidos. Tem gente cantando “o professor é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo” nas Assembleias. Tem gente discutindo a importância de uma escola pública de qualidade. Por isso, dessa vez estou acreditando firmemente que “não tem arrego”.

Escrevo este texto na véspera da negociação com o governo (que se encerrou no início da tarde de quinta-feira 23 de abril e não resultou em nenhum avanço) e da nossa importante assembleia de sexta. As definições dessa semana não apenas podem decidir o futuro da categoria de professores, mas o futuro da escola pública. Aguardemos.

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(Renata Hummel é professora de sociologia na rede estadual paulista. Graduada – bacharel e licenciada – em ciências sociais pela PUC-SP , com especialização em história, sociedade e cultura pela PUC-SP. Também foi colega dos editores de FAROFAFÁ Samuel no curso de jornalismo da ECA-USP.)

  1. Beatriz Cannabrava Responder

    Parabéns professora pela sua coragem e sinceridade. Pela sua luta por uma educação digna para todas as crianças. Tem o meu total apoio e solidariedade.

  2. andre Responder

    O governo estadual como o federal, com muita frequencia, argumenta que “avançamos” comparando algo de ontem com a determinada situação atual.. O cidadão mais coerente sabe que daremos um verdadeiro passo, quando melhoramos a educação. Só iremos “evoluir” quando focarmos no aprendizado que se baseia na educação fundamental.

  3. Marlene aparecida santos domingued Responder

    Achei muito interessante seu comentário..
    Obrigada
    Marlene

  4. Evan Moreira Responder

    Como gostaria de dizer que Renata Hummel não me representa.; como gostaria de aceitar que essa situação vivida em São Paulo é isolada e não retrata a EDUCAÇÃO no Brasil; como seria bom se estivéssemos em GREVE NA BAHIA. Seria sublime ter vontade de encontrar força para EDUCAR PESSOAS.

  5. cleber Responder

    Parabens professores. Cade os batedores de panela? Herois da educacao!

    • Fernando Responder

      Estamos de acordo com as exigência e também concordamos que as escolas públicas estão precárias.
      Mas nos perguntamos porque apenas os professores estaduais de São Paulo e Parana estão em greve. Porque este movimento não é nacional, com a inclusão de professores de escolas municipais e federais.
      Porque apenas nesses dois estados as escolas estão precárias?
      Talvez, se as associações de professores não tivessem sido cooptadas poderíamos ter um movimento nacional pela melhora real do ensino no pais todo.
      Porque o movimento grevista não pressiona o MEC, que cortou verbas da educação? Porque o movimento grevista não pressiona o governo federal a descentralizar a arrecadação dando mais verbas para os estados como um todo.
      Mas tenho certeza de que serei atacado por ter apresentado minha opinião e feito questionamentos incômodos.

      • Eduardo Nunomura Responder

        Prezado Fernando, não costumamos liberar comentários com emails falsos. Por favor, considere informar o seu verdadeiro.

  6. claudio luiz maestri Responder

    Também sou professor e vejo a luta dos professores paulistas com muita preocupação. O estado com a maior arrecadação do Brasil e viver uma realidade tão cruel. Para onde vai todo o dinheiro arrecadado que não se resolve esta situação caótica? Não desanimem gente. Estamos com vocês.

  7. Zildete Responder

    ONDE ESTÃO OS DIREITOS HUMANOS DOS PROFESSORES?
    Assistam na Íntegra!
    Em Audiência Inédita na Assembléia Legislativa de São Paulo, Prof. Silvio discursa e denuncia a situação dos professores do Estado.
    “Não estamos em greve por sermos vagabundos. Estamos em greve por querer trabalhar de forma justa e dar uma educação de qualidade para nossos alunos!’
    https://www.facebook.com/video.php?v=1065494606798723

  8. Simone Responder

    Parabéns, a você e aos Professores do Estado, os verdadeiros responsaveis pela Educação, já que os verdadeiros (Governador e os Secretários) responsáveis se omitem na resoluçao desses problemas vivenciados pelos Professores. Parabenizo e me solidarizo com a luta!

  9. Rafael Alves Teotônio Responder

    Excelente texto, professora!!!

  10. MARTA ROSA DOS SANTOS Responder

    A luta pelos direitos dos Professores é de toda sociedade, principalmente dos Pais dos Alunos!!! Logicamente que a Educação começa em casa,mas se estende em boa parte na Escola, com a atuação responsável dos mestres, então fica a pergunta. Porque a tremenda falta de respeito com os mesmos?

  11. Smith Responder

    Fui professor na rede estadual por 5 anos como temporário, assim como a autora e discordo de parte do que ela fala.
    Não adianta jogar tudo nas costas do governo, porque ele não é a causa maior do atraso da educação, é uma soma de fatores, desde professores despreparados, uma política educacional que precisa ser revista, uma política salarial mais realista, e se olharmos por cima de tudo isso, vamos ver que o problema é nacional, não só do estado de São Paulo.
    Agora não me venha com a cretinice de culpar o desinteresse dos alunos por conta de desinteresse dos alunos e salas lotadas, pois a responsabilidade de ensinar é toda do professor. Não adianta insistir em fórmula mágica de giz e lousa, porque não segura aluno mesmo e, por mais precária que seja a escola, isto não é desculpa para deixarmos de lado o nosso trabalho de ensinar.
    No mais, eu vi a cretinice também de um sindicato que insiste no mesmo tema há mais de 10 anos e a todo instante fracassa. Me frustrei quando aderi a paralisação de 2013 e vi professor abonando a falta, enquanto que eu perdi meu salário a toa, além de que a Apeoesp e sua “brilhante” presidenta, só sabe ver um lado da situação e não discute, por exemplo uma forma de melhorar a educação além do já batido tema de aumento de salário e diminuição de salas.
    Esta greve vai acabar como as outras, em total fracasso.

    • Smith Responder

      Corrigindo, é diminuição do número de alunos em sala de aula, no final do texto.

      • tyrone mello Responder

        me permite, a fala da professora é verdadeira, p que acontece são interesses diferentes, são mais de 450 mil contrato temporários, ora professor reivindicando melhoria no plano de carreira ora professor contratado reivindicando concurso, essa é a realidade, e também o professor contratado tende a ser mais obediente por uma razão óbvia, os governos por isso tudo se alimentam disso, quem perde é o aprendizado dos alunos, é vontade politica mesmo ,uma reestruturação na educação basica. Efetivando todos eles e pagando indignamente.

        • Smith Responder

          Pode até ser o ponto de vista dela, mas jogar toda a culpa do governo e depositar a insatisfação em uma greve que não vai dar em nada, vai resolver muito a situação da educação.
          Logo, a greve termina e como nos outros anos, não vai dar em nada.

    • Anderson Responder

      Unico comentário sensato aqui.

    • Carlos Roberto Responder

      Caro Smith, em todas as profissões existem bons e maus profissionais; na educação não é diferente. O que se discute aqui é questão de política de Estado. Os governos tucanos há mais de 20 anos vêm destruindo o sistema de ensino em SP. Com salários baixos não há estímulo para que se tenha bons professores, pois o mercado oferece a eles oportunidades melhores. Para os que acabam ficando na Rede, não há estímulo nem condições para o desenvolvimento e aperfeiçoamento. Isso mesmo, o professor não está sempre pronto, ele precisa se atualizar e buscar novos conhecimentos e técnicas, como em qualquer outra profissão. E como vão fazer com o salário baixo, tendo que trabalhar 2 ou 3 períodos para manter sua família. A falta de estrutura das escolas desestimulam ambos (professor e alunos). A progressão continuada é uma faca de dois gumes: acaba desestimulando os alunos a estudar porque os que não estudam também passam. A Educação no Estado de SP precisa de uma reforma profunda; não se apegue a coisas ou casos isolados – é se apequenar demais.

      • Smith Responder

        Você está enganado Carlos Roberto, pois o texto fala sobre a escolha de uma professora em aderir a greve e não da política educacional da SEE do Estado de São Paulo.
        Trabalhei em escolas com estruturas modernas como também precárias, e posso te garantir que isso não pode ser algo que abale um professor em sua profissão, pois o ensino ainda assim é prioridade.
        Como me referi no primeiro texto, não é só o Estado que paga um salário baixo, a nível Brasil não é muito diferente e isso envolve também a rede particular, pois para mim o amor a profissão pesava muito mais do que o quanto ganhava, mas hoje já não penso assim.
        Não adianta culpar o governo pelo fracasso da educação, pois no país inteiro, estamos na UTI. Isso não quer dizer que não eximo o governo por seus erros, mas o futuro da educação não pode ser depositado em um sindicato que só olha por um espectro atrasado, de que só aumentando salários, oferecendo um número menor de alunos por sala e entre outras mudanças que a educação vai melhorar.

    • danielle Responder

      Me preocupa um senhor, que se diz professor, afirmar que o trabalho de ensinar é todo do professor. O sucesso do ensino não é responsabilidade apenas do professor, como curar doentes não é apenas do médico. O sucesso do magistério depende de infraestrutura mínima e adequação do número de alunos por sala sim. Melhor ser agredido por quem acha que sabe de educação, como a mídia e os burocratas, do que por um colega de profissão, porque só posso justificar sua fala como ignorância.

      • Smith Responder

        Eu penso diferente de você e me julga como ignorante? Que belo exemplo hein professora, pois quem está sendo ignorante de fato é você.
        Que eu saiba, em sala de aula a prioridade de um professor é ensinar e isso não mudou. Não adianta culpar os pais, como a maioria dos professores fazem, de que os alunos não recebem estímulos deles, pois se o aluno vai mal na sua disciplina, somos corresponsáveis sim. A educação, é claro, independe do professor, mas em sala de aula, essa é a nossa principal função, a não ser que você prefere bater papo ou tricotar com os alunos, aí é problema seu.
        As dificuldades atrapalham, sem dúvida nenhuma, e isto independe de ter um número alto de alunos ou uma sala e até mesmo a escola em má condições, mas não devemos esquecer do fundamental, que é ENSINAR e fazer o nosso trabalho,além do empenho da escola como um todo que fazemos um melhor ensino.
        Por fim, como eu disse no meu texto, o governo tem a sua responsabilidade, mas não concordo em jogar o futuro em um sindicato que se baseia em argumentos frouxos, em uma greve ridícula e que te garanto que a maioria não apoia e por fim, na situação dela, como temporária, se ela aceitou os termos do contrato vigente, que ela cumpra com responsabilidade, mas a maioria dos professores prefere culpar o governo, por um problema que é NACIONAL.
        Melhor rever os seus conceitos.

        • Smith Responder

          Corrigindo, salas de aula e escolas em más condições.

        • MIRIAN LUIZA Responder

          SE FOSSE MESMO PROFESSOR COMO AFIRMA, DIRIA MEDIAR CONHECIMENTOS E NÃO ENSINAR, ESSE CONCEITO MUDOU A UM BOM TEMPO. INFORME-SE PRIMEIRO PARA DEPOIS POSTAR, POR FAVOR.SMITH

          • Smith

            O termo ensinar abrange todas a formas de repassar o conhecimento, seja como você mencionou, por meio de mediar conhecimentos, do qual agradeço por me corrigir.
            Mas no fim, minha opinião não mudou e não precisa ser ignorante para tentar me corrigir.
            Grato

    • Malvino Responder

      Esse Smith poder ser um peão do PSDB ou qualquer coisa do tipo.

      • Smith Responder

        Eu não preciso ser ligado a nenhum partido para opinar contra os argumentos sobre adesão a greve.
        Nunca concordei com as greves organizadas pela Apeoesp, pois eu sabia que dona Bebel só sabe ver um ponto de vista: Culpa o governo pela situação da educação e que tem a solução mágica para os problemas: Aumentar em 75%, diminuir o número de alunos em sala de aula e outras tantas reinvidicações.
        Se não houver um pensamento a nível nacional para melhorar a educação, os inocentes como o senhor vão depositar suas vãs esperanças em um sindicato ridículo como a Apeoesp, não é peãozinho acéfalo da Bebel.

        • Alexandre Responder

          Eu só gostaria de saber como seria a posição do senhor, caso o governo paulista fosse do PT !!

          • Smith

            É a mesma opinião que mantenho. O problema da educação é nacional e, se ao invés de perder tempo com uma greve organizada por um sindicato ridículo como a Apeoesp, iniciasse uma luta nacional, mobilizando para que não só salários e estrutura melhorem, mas também que os professores tenham melhor preparo dentro de um currículo condizente com a nossa realidade. A educação nunca pode ter bandeiras partidárias.

    • Marlan Responder

      Colega, melhor comentário até agora. Muito sensato e livre do mi mi mi que foi escrito neste artigo. Sou professor aqui em Minas Gerais, e por aqui, como ficou bem esposto ano passado, a classe dissente vinha de lutas e lutas sempre batendo na mesma tecla, deve ser pago o Piso Nacional, e agora que o PT assumiu o governo, o discurso é o mesmo do Aécio e do Anastasia, ambos governadores pelo PSDB. O que se obseva em São Paulo nada mais é que mais uma briga política entre a dicotomia PT/PSDB e quem sairá perdendo nessa briga é a Educação, pois não se discute questões principais e fundamentais para todo o sistema de ensino.

  12. Adriana Responder

    Parabéns, Renata por explicar exatamente como nos sentimos! Comecei como OFA, há 18 anos, hoje sou efetiva e só permaneço na profissão por amor, do contrário, se fosse esperar valorização já teria mudado para outros caminhos, como muitos professores que conheço. Alguns passam no concurso e não aguentam duas semanas.

  13. Alex Responder

    Força na sua luta e de toda nossa categoria! Que os políticos consigam pela força das manifestações abrirem a cabeça para as necessidades de seus governados!

  14. Bruno Andrade Responder

    Belo texto! Precisamos de uma greve nacional para colocar o governo contra a parede.

  15. Eli Almeida Responder

    Concordo com quase tudo que foi escrito e só quem vive o dia a dia da escola pública deve saber o que nossos mestres passam.
    Mas vocês foram enganados pela Sra. Izabel Noronha e 75% de aumento não vai resolver nenhum dos problemas da sala de aula.
    O exemplo de quebra-quebra na República também não auda em nada a imagem do movimento.
    Ah, daqui a algumas semanas me digam se não houve “arrego”

  16. Juliana Responder

    Parabéns pelo texto. Infelizmente é o mais puro retrato da situação da educação nas escolas estaduais. Também estou em greve, mesmo dizendo que não participaria mais de nenhuma, já que em 2010 me senti frustrada pelo resultado das negociações. Porém refleti e cheguei à conclusão que o certo seria entrar na luta por melhores condições de trabalho, em vez de continuar acomodada. Fico triste, pois muitos de meus colegas vivem insatisfeitos (o ATPC é um muro de lamentações), mas poucos fazem algo para mudar a situação.

  17. Diego Responder

    Força, Professora! Sou de outra categoria profissional mas torço de coração pelo sucesso do movimento de vocês!

  18. Ferd Responder

    A direita busca acabar com a educacao publica. Uma pena tanta gente realmente eleger esse pessoal sem ter consciencia do mal que faz para o país. Aí vemos que a tao louvada educacao publica da epoca militar tinha um vies mais ideologico do que formador de cidadaos. Do meu ponto de vista, as ultimas eleicoes sao a prova deste trauma que inclusive contaminou a uma geracao adiante, nao so a geracao que realmente recebeu essa formacao ideologica anti esquerda no regime. Ta cheio de trabalhor (e filhos) anti esquerda (resumindo PT) e esta sendo uma contradicao basica a ser superada pelos cidadaos conscientes.

    • Smith Responder

      A educação está mal em nível nacional, então a direita tem trabalhado muito bem né.
      Não confunda as coisas, pois não é o pensamento anti PT que faz a situação de escolas, professores e alunos irem mal, mas tem muito esquerdista que prefere colocar a culpa dos outros ao invés de julgar os próprios erros e de pensar em organizar todos em prol de uma melhor educação.

      Precisa melhorar mais os seus argumentos viu.

      • Alexandre Responder

        Incrível como os direitistas não assumem a responsabilidades pelos seus atos falhos, se a educação estadual de SP vai mal a culpa de é de todos, menos do governo estadual tucano… estão a mais de 20 anos no governo do estado e ainda não foram capazes de fazer melhor do que aqueles que eles acusam de incompetentes… haja óleo de peroba para tanta hipocrisia!!!

        • Smith Responder

          O problema é nacional e os profesores são parte do problema, junto com o governo e sociedade e devemos culpar apenas um lado? Eta mania de professor de não reconhecer os erros.

  19. martha silva Responder

    Força aos corajosos professores DE SP, enfrentar 20 anos de governo dos entreguistas do PSDB. É QUASE IMPOSSÍVEL DE IMAGINAR!

  20. Vitor Responder

    Achei muito bom o texto… A situação realmente é grave!
    Agora uma coisa é de doer: “só pode ter duas faltas por ano”. Não deveria poder faltar nenhuma, salvo em casos de problemas de saúde, assim como a maioria dos trabalhadores brasileiros…

    • Kelly Responder

      De doer ????? Não podemos faltar inclusive para ir ao médico, pois estas faltas são descontadas. Apenas 1 (um) atestado médico no mês, e 6 seis durante um ano. Temos direito a 6 abonadas anuais porque nossa carga horária mensal é paga considerando 30 dias por mês (e não 31). Eu descobri um tumor este mês simplesmente devido á greve, pois não teria tido condições de me ausentar 6 vezes no mesmo mês ( que foi o que aconteceu, até descobrirem o que realmente era) porque nem mesmo faltas parciais eu não tenho direito (com 30 horas semanais, divididas em duas escolas) que abrangem o período da manhã, tarde e noite. Além disso, estava com um projeto de mestrado na USP que não pude dar andamento devido ao horário de trabalho e, mesmo assim, caso eu conclua uma especialização ou mestrado, o governo me dará o incrível aumento de 5%, só daqui 3 anos (pois ingresse no ano passado). Todos podem ter certeza que estou realizada profissionalmente, amo lecionar e me desdobro a cada dia. No entanto, me profissionalizei para tal função , continuo me profissionalizando e exijo respeito e profissionalismo SIM! Remuneração e condições de trabalho adequadas são fundamentais para nosso trabalho enquanto professor e para aumentar as possibilidades de aprendizado do aluno.

  21. Maria da Conceição Responder

    Você falou tudo, o que tinha que fala excelente desabafo, força para todos, que Deus ilumine o coração desse governo e ele reveja tudo o que todos estão passando..
    Se não houver acordo precisamos de uma greve nacional para colocar o governo contra a parede.

  22. Ana Responder

    Só uma perguntinha básica: se é tão ruim assim, porque continua neste mesmo “emprego”, já que não é concursada, nem nada… Não seria o caso de procurar outra ocupação? Ou outro concurso, ou a rede particular de ensino??… Note bem, a professora argumenta que está nessa penúria desde 2009… Se está tão ruim, mexa-se e procure algo melhor!

    • Raquel Responder

      Então você acha que a solução é todos os professores da rede pública abandonem o emprego e largarem todos os alunos sem aula? Educação pra que né, se todo mundo pode ser ignorante como você.

  23. Mônica Passos Responder

    Parabéns a todos os professores e à Revista Carta Capital. Apesar de acessá-la digitalmente, depois deste texto fiz a assinatura para receber toda semana as verdadeiras notícias, as notícias nas entrelinhas de quem tenho tanta fome e sede de saber. Um bj especial para a professora Renata.

  24. Amelua Responder

    Conheço Renata pessoalmente, ela é muito lúcida e clara em tudo que faz e escreve e apresenta , sem demagogia, toda a mazela a que a categoria de professores da Rede Pública enfrenta para trabalhar. Faço de suas palavras as minhas, estamos mesmo no fundo do poço com esta política educacional. Precisamos de mudança já.

  25. Tiago Responder

    Bom… Todos sabems qeu o Governo trata a educação com indiferença , mas as pergunatas são as seguinte : Com Todas as exigências do professores atendidas , vai melhorar o Ensino ? O Governo pode mudar a mente do Jovens que não se importam em estudar ? O Governo então é o nosso Herói ?

    • Lucas Responder

      É fácil responder a sua pergunta: basta verificar que em escolas com boa estrutura, professores bem treinados e com melhores condições de trabalho, os alunos saem com melhor formação. É assim tanto no Brasil, nas poucas escolas públicas que atendem a essas condições, como em qualquer lugar do mundo. Mas como tem gente que se recusa a ver a realidade…

    • Juliana Responder

      Quando comecei a dar aulas, o sistema de progressão continuada já existia. Logo no primeiro ano fiquei em choque ao saber que nesse sistema os alunos da maioria das séries devem ser aprovados, mesmo sem que precisem se dedicar. Bastam comparecer à escola e não serem retidos por faltas. É óbvio que há outras questões ligadas à falta de interesse dos alunos, como questões familiares, sociais e aulas desinteressantes, que não condizem com a realidade do aluno (lembrando que o currículo de São Paulo já vem pronto para nós).
      E também existe uma enorme pressão dentro das escolas para que alunos das séries em que há retenção sejam aprovados, mesmo sem apresentar requisitos básicos. Isso vira uma bola de neve, pois temos vários alunos com dificuldades enormes, que foram empurrados durante toda a vida escolar. Nesse ponto, muitos dos professores também tem parte da culpa, pois aceitam entrar nesse jogo, já que é cansativo lutar contra o sistema. E tudo isso para maquiar números, fazendo parecer que a educação no Estado é melhor do que é na realidade.

  26. Rachel Responder

    Sou analista educacional em PE e aqui os professores tbm passam pelas menas coisas que vcs ai de SP. Parabéns pelo texto. Força!!

  27. Meire Responder

    Gostaria de antemão falar que apoio a greve.
    Mas peço a alguém que seja da categoria se possível ,que me corrija se estiver errada no que tenho apenas ouvido mas não sou professora então não posso afirmar.
    Seria verídico afirmar q os professores querem atualizar os salários em 75% e não um aumento em 75%?
    Porque obtive a informação que esses 75% seria o q acabou ficando defasado em relação a aumentos conquistados no decorrer dos anos anteriores.
    Vejo que muitos se prendem e não apoia a greve por conta de informações errôneas passada pelas mídias principalmente televisivas e até agora não vi sendo esclarecidas.

  28. Kézia Responder

    Tão eeeeeeeeeu!
    A coisa mais coerente que eu fiz desde que eu entrei na rede: a greve!
    NÃO TEM ARREGO!!

  29. Walter Marques Responder

    Por acaso, senhora professora, a senhora era uma das encapuzadas na manifestação? Ou a senhora apenas apoia os encapuzados? Por acaso a senhora era uma das que arremessaram pedras nas vidraças? Ou apoia aqueles que arremessaram as pedras? Por acaso, a senhora estava entre aqueles que seguravam o ariete para arrombar a porta da secretaria de educação? Por acaso a senhora apoia aqueles que tentavam arrombar a porta? Vamos ser sinceros, professora: vocês não estão fazendo greve porque as salas estão lotadas ou porque tem apenas um ventilador na sala de aula; não estão sequer fazendo greve por aumento salarial, já que 70% de aumento não é uma proposta, é um acinte. Vamos direto ao ponto: a única coisa que a associação de professores e sua presidente querem é tumultuar o governo estadual paulista, não por acaso sob os cuidados do PSDB. A situação das escolas municipais, sob os cuidados do petista fernando haddad, é exatamente o mesmo, ruim, como em todo o resto do país, então por que não se manifestarem também contra o prefeito? Não pode, não é? Criticar o governador do PSDB, tudo bem! Atacar a presidente ou o prefeito, ambos petistas, nem pensar não é? Hipócritas!

    • Eduardo Nunomura Responder

      Sr. Marques, me custa a acreditar que o senhor tenha uma visão como essa, mas é compreensível diante do clima de polarização no Brasil. Apenas saiba que ao se colocar contra os professores, partidarizados ou não, o senhor se coloca contra si mesmo. Porque, simplesmente, não existe um país melhor se não houver mais ensino e professores bem remunerados, que trabalhem em boas condições.

      • Smith Responder

        Faço uma correção ao seu texto.
        Vamos fazer a conta de quantos professores estão em greve no Estado de São Paulo, pois estes grevistas não me representam, e chegar ao ponto de depredar ou vandalizar já mostra que há uma animosidade extrema.
        Ele não está errado, pois a situação da educação está lastimável a nível nacional e municipal também, mas é mais fácil tacar pedra no governo estadual ao invés de nos juntarmos em prol de uma educação de qualidade.

    • Juliana Responder

      Não sou a autora do texto, mas vou responder suas dúvidas. Trabalho em uma escola estadual e em outra municipal. No município, estou no terceiro ano (entrei junto com o prefeito Haddad) e já participei de uma greve, assim como agora estou no Estado. Em ambas a luta é por melhores condições de trabalho. As escolas da prefeitura estão longe de ser uma maravilha, mas o sistema é mais organizado que o do Estado e o salário é melhor. Na minha opinião, a principal diferença é o plano de carreira da prefeitura, que faz com que o professor busque sempre se aperfeiçoar. No Estado, o processo de evolução funcional é ridículo e não estimula o aperfeiçoamento profissional. Tanto que possuo mestrado e ganho apenas uns 150 reais a mais em relação a outro profissional sem esse título.

      E o Estado está cometendo um crime com os professores que já tem o direito à aposentadoria. Conheço uma que está esperando há 2 anos a sua sair; enquanto isso, ela precisa continuar a trabalhar, pois se esperar em casa não terá nenhuma fonte de renda. Infelizmente isso está acontecendo com vários outros professores. Já na prefeitura, o processo demora por volta de 120 dias.

      Quanto ao fechamento de salas, essa é uma situação real. Em 2013, na minha antiga escola, a diretoria de ensino queria fechar de uma só vez nove salas do período noturno. Isso não aconteceu graças à mobilização dos professores e dos alunos. Mas em 2014, o ano começou com apenas 4 salas e agora o noturno foi encerrado. Não houve nenhuma explicação, mesmo havendo demanda constante de alunos. A superlotação também é uma realidade e eu tenho uma sala com 46 alunos na lista. E olha que este número não é o maior que tive, pois já cheguei a ver 57 alunos matriculados em uma só turma.

      Concordo que pedir 75% de aumento de uma só vez é um absurdo. Porém, essa não é a proposta: queremos um plano de equiparação salarial, que não precisa acontecer em apenas um ano. Mas o governador não nos oferece nada e nem respeita a nossa data-base.

      • Smith Responder

        Existem diferenças a nível municipal e estadual, mas há sim um plano de evolução funcional no Estado, com os quinquênios e a prova de promoção ao mérito.
        Concordo que deve ser revisto este plano de evolução funcional, mas a decisão de fechar as salas de aulas é por parte da direção e não da DE ou da SEE. Neste ponto não adianta culpar o governo.
        Por fim, o problema não são as exigências dos professores, que são legítimas, mas como a Apeosp a conduz, que se pauta no mesmo tema batido, mas não discute por exemplo, como trabalhar junto ao governo para promover uma melhor educação nas escolas públicas.

        • Juliana Responder

          Como já disse, o processo de evolução funcional é ridículo: após pedir uma evolução pela via acadêmica (mestrado, doutorado), temos que esperar CINCO anos para pedir a próxima, que gera um aumento de apenas 5% em cima do salário base. O plano de carreira da prefeitura é baseado no aperfeiçoamento profissional e, após esperar o fim do período probatório de três anos para a primeira evolução, as outras podem ser anuais.
          Ao ver o valor do meu primeiro quinquênio, me senti uma palhaça: não dá pra encher uma cestinha do mercado.
          A prova do mérito é outra palhaçada, pois ela só beneficia uma parte da categoria. Há várias restrições para poder fazer essa prova, e uma delas é a de que o professor tem que esperar três anos entre duas provas. O governo não respeita o nosso dissídio e ainda faz o professor esperar todo esse tempo para tentar conseguir o aumento de 10,5% (3,5% ao ano). Além disso, professores que foram aprovados na prova realizada no meio de 2014 só receberam o aumento em abril de 2015.
          A diretoria de ensino é quem pressiona a escola para o fechamento de turmas. Concordo que se o diretor não quiser, ele pode tentar resistir, mas para vários deles é mais cômodo administrar uma escola com menos salas, professores e alunos. E há vários diretores que não são concursados, fazendo com que fiquem mais suscetíveis às ordens da diretoria de ensino.
          E não concordo com várias posições da Apeoesp, como a tentativa de tornar a greve política. Mas não é por isso que não vou me mobilizar e lutar pela melhora da educação paulista.

          • Smith

            Totalmente de acordo com a sua resposta.

    • Valter Responder

      Deixa de ser Idiota, vce é mais um desses Coxinhas que votou em Alckmin por isso a Educação está péssima, votou em Aecio e não se conforma com a derrota.

      • Smith Responder

        Não precisa votar no Alckimin ou no Aécio para criticar a postura da Apeoesp. Ela é o pior sindicato que existe e as ações dos professores mostram o que pensam quem adere ao sindicato.

    • Marta Macaya Responder

      Convido o Sr. Walter a conhecer uma escola da prefeitura, que teve diferentes governos nos últimos 20 anos, e uma escola do estado sem verbas e nem recursos nem mesmo para aparar a grama ou fornecer papel para provas. Após as visitas tire suas próprias conclusões.

  30. Thays Responder

    O texto é ótimo!
    Infelizmente as questões apresentadas tornaram-se naturais para uma parte da sociedade, e não podemos nos calar.
    Apoio ao Movimento Grevista dos Professores, queremos mais educação e políticas sociais para estabelecer uma educação de qualidade e promover professores empregados de forma eficaz com direitos trabalhistas garantidos.
    A precarização avança e o movimento não pode parar, temos que lutar, todos somos classe trabalhadora.

  31. Daniela Responder

    Excelente texto, professora.
    Saudações dos professores da rede municipal de Goiânia e que também estão em greve.
    Ontem alguns sofreram agressões físicas de cassetetes e spray de pimenta, mas continuamos na luta.
    Torcemos por vcs. Torcemos pelo Brasil, embora não possamos compreender como o Brasil poderia ser o país do futuro tratando a educação com tamanho descaso.

  32. Helcio Padilha Responder

    Professora Renata, seu texto nos emociona muitíssimo e demonstra como o neoliberalismo trata nossa educação. O estado do Paraná também tem passado por dias cruéis, porém a situação não chega próximo do que relatou em sua carta. O motivo principal aqui é outro: o confisco da Previdência dos funcionários públicos.
    Ainda não estando presente, tem meu apoio.
    Saudações.
    Prof. Helcio Padilha
    Geografia

    • Smith Responder

      No que eu saiba, temos um governo de centro esquerda governando o país e que assumiu um lema de Pátria Educadora, ou seja, se prepara que deve vir algo bom para a educação, eu acho né.
      No mais, não é culpa do tal do Neoliberalismo pelo fracasso da educação, mas sim de uma tal de política educacional, que precisa ser revista com urgência, não só a nível nacional, mas também estadual e municipal.
      Mas é mais fácil um esquerdista culpar o Mal Neoliberalista do que fazer algo de fato em prol da educação.

  33. Normando Mendonça Responder

    E quando os ativistas estão falando com os colegas e eles simplesmente o deixam falando à toa, pegam as pastas de seus diários de classe e vão pra sala de aula?
    E quando você chega em casa, à noite, e ouve o noticiário afirmar que “os professores estão em greve. Os alunos estão perdendo.”. É desanimador!

    • Smith Responder

      Temos que respeitar a opinião de todos, e os noticiários não estão mentindo, pois os alunos são os que mais sofrem com a greve, pois vai ter que ter aula aos sábados e nas férias, e o mais incrível, não podem cruzar os braços contra a isso, pois foi imposto por uma decisão de poucos professores que acham que a terceira greve em 5 anos vai resolver todos os problemas.
      Quando a adesão de uma greve chegar a zero, talvez a Apeoesp repense em uma outra forma de trabalhar em prol dos professores, mas acho difícil.

  34. josaphat Responder

    Fui professor por 17 anos nas perifa de BH e Contagem.
    Errar é humano, mas insistir no erro é burrice e eu
    preferia que você estivesse
    noooutraaaa!

  35. Clarissa Knoechelmann Responder

    Desejo força nesta luta constante e eterna neste país que até hoje nunca soube tratar com verdadeira educação a educação.

  36. Regina Responder

    Muito bem professora. Estou do seu lado. Essa é a profissão mais importante de todas. Torcemos por voces, hoje e sempre. Continuem na luta. Não sei mais como apoiar mas se voces tiverem alguma ideia lancem na rede que a gente adere.

  37. Cleusa de Oliveira Responder

    Meu Deus! está ruim demais… essa luta é de todos! A categoria tem meu apoio

  38. Vera Responder

    Parabéns!Belo texto.Aqui no Paraná a greve retorna amanhã.

  39. Nathaly Responder

    Companheira,
    Saudações fraternas de Recife.
    Seu texto é um bálsamo para nossos olhos. Não porque expõe cruelmente a situação da escola pública no país, como você propriamente disse, é tida como “normal”,mas porque representa toda uma classe oprimida, pisoteada,de norte a sul dessa nação.
    Desde que o movimento paredista começou aí, nós, aqui, em Pernambuco, acompanhamos com orgulho a força com que a união da classe enfrentou essa calamidade que é estar em sala de aula nas condições em que nos encontramos.
    Partilhamos, aqui, das mesmas condições desumanas e com um agravante no que se diz respeito ao movimento em si: estamos sofrendo, além dos descontos nos nossos salários, perseguição política, retaliações por parte do governo que se diz socialista,mas representa muito mais o arcaico sistema feudal, dos primórdios da formação do Brasil.
    Somos ” caçados ” por capitães do mato (gestores da Gerencias Regionais) transferidos sumariamente, como se não houvesse legislação que desse conta dos nossos direitos.
    Lutamos pela valorização profissional,tal como vocês, bem como pelo reajuste determinado pela lei 11.738/2008 para o ano de 2015, de 13,01% e como resposta, temos a polícia descendo o cacetete nos movimentos pacíficos que foram realizados,como a reavivar o espirito da Ditadura Militar,que manchou com sangue e ódio a nossa história.
    Aqui existe uma lista maldita de 15 professores que foram punidos com o afastamento de suas atividades docentes, porque fazem de suas aulas,um momento de reflexão do panorama sócio-cultural do estado e país; porque usaram as redes sociais para exprimir sua descrença nesse governo socialista travestido de poder ditatorial.
    Isso,talvez, tenha feito toda a diferença no comportamento de nossos estudantes, porque eles não são os idiotas que as autoridades gostariam que fossem e reagiram em nossa defesa, quando viram a truculência com que o governo reagiu quando a greve foi deflagrada.
    Nossos estudantes pensam e isso é um perigo.
    Somos, por fim, professores efetivos,estatutários, cuja função é legitimada pelo concurso público pelo qual passamos.
    Portanto, companheira, enquanto houver luta, enquanto houver dignidade, estaremos lutando.
    Força nessa jornada.
    Aqui, resistiremos também.

  40. Camila da Mota Responder

    Renata, não desista! Estamos do lado de vocês. O futuro das crianças do nosso estado não pode ficar nas mãos de um grupo de pessoas interessadas apenas nelas mesmas. Obrigada por lutar por todxs nós.

  41. Pedro Henrique Belisario Responder

    TRABALHADORES, UNI-VOS!

  42. Giselle Responder

    Um dos melhores textos que já li.
    Parabéns, professora.

    Avante, juntos.

  43. Flávia Lino Responder

    Professora, você me representa!
    Eu exonerei meu cargo há quase dois anos, pq descobri que trabalhar como professora na rede estadual estava me deixando doente…doente da alma, da cabeça e do coração.
    Apoio totalmente a greve, sei exatamente o que é sentir “esse susto” quando se começa a lecionar em uma escola estadual e do seu cotidiano. Durante seis anos, fui professora exemplar, me doei, dei o melhor de mim para um sistema que jamais valorizou qualquer coisa que eu ou qualquer outro professor estivesse disposto a fazer.
    Quando adoeci e precisei de licença, me negaram…e ainda era cobrada por ter “abandonado” minhas turmas…decepcionante!
    O sistema nos engole, nos faz ter a sensação de que estamos andando para trás, é muito triste um jovem professor cheio de sonhos, querendo e tentando fazer o seu melhor ser desvalorizado e massacrado dessa forma. É triste quando um profissional dedica anos e anos de sua vida e abdica de muitas coisas para fazer o seu trabalho da melhor forma possível, como eu vi no meu dia-a-dia e não ter um plano de aposentadoria decente…
    Não me arrependo de ter exonerado, sinceramente, o sistema fez com que eu perdesse as esperanças de um dia ver uma educação de qualidade nesse país, mas ainda assim, acredito que um país, uma nação só se constrói com Educação de Qualidade!
    Boa sorte em sua luta! Não desista de seus sonhos, mas não adoeça por eles como eu fiz, pois é necessária uma união muito grande por parte de toda a sociedade para modificar tudo que está errado nesse sistema, e isso minha cara colega, eu acho difícil de acontecer, embora torça para que um dia ocorra!

  44. carlos Responder

    Ridículo texto querem viver do estado

    • Lucas Responder

      Ridículo é se recusar a aceitar a realidade. Em qualquer lugar do mundo, os países desenvolvidos são aqueles em que *o estado* investe maciçamente em educação básica, e não estou falando apenas de países de esquerda como os nórdicos ou o Canadá, mas até em países teoricamente mais liberais como os Estados Unidos, onde a esmagadora maioria da população estuda em escolas estatais, que recebem somas enormes de dinheiro para infra-estrutura e professores tem salários excelentes. Será que os EUA também são “ridículos”?

  45. Claudinéia Responder

    Parabéns professora,pelo excelente texto!Qualquer professor que se preze concorda com tudo o que você escreveu!E Smith,você é um tremendo idiota!

  46. Tiago Responder

    Parabéns professora, tem o meu respeito!
    Você conseguiu resumir em um texto a horrível situação de um professor do governo do estado….

  47. kelly meira Responder

    muito bom o texto.
    torço pra que vocês de fato consigam mesmo o que reenvidicaram.
    se houver justiça pra vocês então há esperança pra mim que estou no meio do curso de licenciatura em artes e pretendo sim dar aulas!

    muito bom!!

  48. Jonas Mur Responder

    Smith, só peço uma coisa a você: o sindicato briga para que o estado de SP cumpra o Plano Nacional de Educação. Você não disse que a responsabilidade de boas aulas está nos professores e no Brasil como um todo? Você conhece esse Plano? Ele é o Projeto com maiúsculo de reorganização e desenvolvimento do Brasil na área. Dai você entenderá que a meta 17 tem a ver com a principal pauta da greve e que todos os estados e municípios deverão cumprir até 2020…

    http://pne.mec.gov.br/

    Abraços.

    • Smith Responder

      Acontece que o plano do sindicato se concentra em apenas uma direção: Aumento de 75% com base no piso salarial de quem tem nível superior completo. Qual é o plano da Apeoesp em melhorar a educação no Estado de São Paulo, se tiver né?

  49. EDMILSON JENSEN LEANDRO Responder

    Qualquer texto, este por sua vez não é um qualquer, que passe a expor o tema educação, professores, escolas, alunos e todas as condicionantes que envolvem este universo, pela natureza deveria permear as discussões em diversos patamares da sociedade. Temos um sangue indígena, negro e branco que corre nas veias, mas isso não trouxe para os brasileiros, na sua distinção regional, cultural, educacional, a premissa de apropriar-se de temas importantes para a transformação social decorrente de exemplos em diversos cantos do mundo. Me solidarizo com o contexto do texto descrito, pois é real, é o que ocorre diariamente na maioria das escolas públicas do país, como se a culpa das mazelas da educação fosse unicamente atrelada a professores. Não há profissão que consiga desempenhar suas atividades com eficiência se toda uma estrutura de suporte que não permita dar legitimidade ao ato de transferir conhecimento e incitar novos saberes. Difícil verificar que professores, em décadas passadas, profissão nobre e de reconhecimento na sociedades históricas brasileiras, pudesse se transformar numa profissão desprestigiada na sociedade contemporânea. Difícil acreditar que a sociedade possa permitir que seus filhos estejam neste universo sem mover uma única bandeira em apoio a discussão da educação brasileira. Não sou professor, mas as transformações sentidas na educação por mim quando era jovem para os dias atuais me faz refletir sobre a ilusão educacional que nossos filhos estão sendo inseridos. Me solidarizo com os nobres professores, me solidarizo com aqueles que estão deixando as salas de aula por melhor qualidade de vida, por aqueles que trazem a tona a realidade nada animadora da educação brasileira. Parabéns aos professores que me ensinaram e me educaram para perceber a vida com ela é. Grato.

  50. Szyslak Responder

    Parabéns pelo texto. Sempre acreditei no motivo das greves e sempre apoiei meus professores. Estou cursando Ciências Sociais na Unesp e pretendo dar aula, na rede pública, mesmo com todos os problemas. Estudei em escola pública e quero poder, pelo menos tentar, abrir a mente dos meus futuros alunos.

    • Bella Responder

      Colega, por tudo que é mais sagrado, não faz isso não. Infelizmente, não se abre mente. Esse processo só acontece com a necessidade ou o querer. Vc vai se decepcionar muitíssimo. Tb já fui mt idealista assim. De 500 estudantes da rede pública, vc encontrará uns 20 que lhe ouvirão. Infelizmente, o Brasil amarga em uma pobreza de espírito imensa e pobreza de espírito é a pior que existe.

  51. Smith Responder

    A greve já ultrapassa 30 dias e pergunto:
    O que os professores conquistaram até o momento?
    Cito o que disse antes, de que a terceira greve em 5 anos, pelos mesmos motivos e com um histórico de fracassos, sendo que o último resultou em uma briga entre quem queria continuar com a greve e a digníssima Bebel, já passa para mim a imagem de mais um fracasso.
    Não sou contra a greve e respeito a opção dos professores que aderiram, mas reforço que não se deixem levar pelo que a Apeoesp defende, pois ela norteia o seu ponto de vista, onde a educação só melhora se aumentar salários, reduzir salas de aulas e, principalmente, com o PSDB longe do governo paulista. Qualquer governo que entrar, o problema é o mesmo. Temos greves também no PR, SC, PE e PA, com governos diferentes, mas praticamente os mesmos problemas, com exceção do Paraná. Não é melhor nos articularmos para resolver o problema em âmbito nacional, onde lutamos para um piso maior para os professores e uma reforma da LDB, pois o que os sindicatos defendem não é suficiente para melhorar a educação.

  52. joao Responder

    Você é professora, esta de greve e eu explico por que. Porque não tem zelo pelo patrimônio público. O estado teve a arrecadação reduzida e vocês querendo aumento? Minha mãe trabalha até os 60 anos e vocês querem benefícios de previdência? O ajuste tem que começar por quem mais se beneficiou nos anos de fartura, os funcionários públicos. Corta o ponto, Richa!

    • Pedro Alexandre Sanches Responder

      Cacilda, João, que amontoado de lugares comuns que não fazem lé com cré. A tua mãe precisa tirar os benefícios de previdência dos outros pra ter os dela? Cáspite.

  53. ROSÂNGELA DA SILVA C. PAGLIA Responder

    Realmente, o seu comentário resume toda a situação em que chegou a educação brasileira e o pior de tudo, mostra exatamente como nossos professores são tratados sem nenhum respeito. Parabéns pelo excelente comentário.

  54. Arthur Moisés Responder

    Escreverei aqui o comentário do Fernando, que foi rejeitado por não ter apresentado um e-mail verdadeiro, por ter interesse na resposta da pergunta dele.

    “Estamos de acordo com as exigência e também concordamos que as escolas públicas estão precárias.
    Mas nos perguntamos porque apenas os professores estaduais de São Paulo e Parana estão em greve. Porque este movimento não é nacional, com a inclusão de professores de escolas municipais e federais.
    Porque apenas nesses dois estados as escolas estão precárias?
    Talvez, se as associações de professores não tivessem sido cooptadas poderíamos ter um movimento nacional pela melhora real do ensino no pais todo.
    Porque o movimento grevista não pressiona o MEC, que cortou verbas da educação? Porque o movimento grevista não pressiona o governo federal a descentralizar a arrecadação dando mais verbas para os estados como um todo.
    Mas tenho certeza de que serei atacado por ter apresentado minha opinião e feito questionamentos incômodos.”

    Estou começando agora a pesquisar os motivos dos professores (o outro lado da greve que a mídia não mostra) e a resposta a essas perguntas é muito importante para o meu aprendizado.

    Obrigado desde já!

  55. Lorena Responder

    Elogio a esta revista por divulgar a greve dos professores de SP, governo do PSDB. Que sempre esteve contra a educação. Mas pergunto-me o motivo de não divulgarem a luta dos professores federais?

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