Gal no show "A Pele do Futuro" - foto Roberto Filho/Brazil News

Gal Costa segue a sina da elite MPB e lança mais um disco ao vivo, desmembrado do álbum anterior de estúdio, A Pele do Futuro (2018). Em contradição com o título, o show se fundamenta no passado, e privilegia os tempos românticos e tristes de Fatal (1971), quando Gal ficou no Brasil, resistiu e se fez porta-voz dos tropicalistas exilados em Londres.

A voz titubeia enquanto os arranjos abrilhantam reinterpretações afetivas da antiga cantora (e em grande medida autora), em Mamãe, Coragem (1968), Que Pena (1969), London, London (1970), Dê um Rolê, Sua Estupidez (1971), Oração de Mãe Menininha (1973), Lágrimas Negras (1974), Vaca Profana e Chuva de Prata (1984). Depois de reverenciar Roberto e Erasmo Carlos (As Curvas da Estrada de Santos, de 1969) e Fábio Jr. (O Que É Que Há, de 1982) em releituras meigas, Gal transita e encerra a jornada com canções de festa de ontem (Festa do Interior, de 1981, Bloco do Prazer, 1982) e de hoje.

A Pele do Futuro – Ao Vivo. De Gal Costa. Biscoito Fino, em CD duplo e DVD.

 

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