A batalha das palavras do Slam BR 2019
A batalha das palavras do Slam BR 2019 - Foto Divulgação

O Slam BR 2019 é a Copa do Brasil da Poesia Falada. De quinta-feira, dia 12, a domingo, poetas campeões de 16 estados participam do torneio composto por classificatórias, eliminatórias, semifinais e a grande final no domingo. A bola é o poema na ponta da língua, declamado diante de uma plateia ávida pelo desafio das palavras. Os juízes serão pessoas sorteadas do público (sem direito a VAR). Os “poetry slams” são referência cultural em capitais mundiais e existem há mais de 30 anos. Lá, mas muito cá também, esses encontros se tornaram referência de comunidades que muitas vezes usam da poesia para refletir sobre questões atuais. No Brasil, o torneio está em sua sexta edição e o vencedor representará o Brasil na Coupe du Monde de Slam, que acontecerá na França.

Apresentado pelo Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, o evento chegou ao Brasil graças a Roberta Estrela D’Alva, diretora e apresentadora do projeto. Ao conhecer a experiência dos “poetry slams”, que surgiram nos anos 1980 nos Estados Unidos, Roberta sabia que ela seria um passo além dos diversos saraus que já aconteciam pelo país. A diferença entre os slams e os saraus se dá pelo espírito competitivo, da ideia de simular uma batalha de palavras ao vivo, diante de uma plateia.

Temas do cotidiano e muito presentes entre as comunidades, como a homofobia, o racismo, o machismo, preconceito e a violência, são os preferidos dos poetas.

No dia 11, na Galeria Olido (Avenida São João, 473), será exibido o documentário SLAM: Voz de Levante, de Roberta Estrela D’Alva e Tatiana Lohmann. O filme retrata a cena em Chicago, Nova York, Paris, Rio de Janeiro e São Paulo. A protagonista é a poeta Luz Ribeiro, que venceu o campeonato nacional e representa a nova vertente negra e feminista da poesia brasileira.

Slam BR 2019. No Sesc Pinheiros, de 12 a 15 de dezembro, às 16 horas. Grátis.

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