Mostra Refúgios Culturais
Henna, dança, canto, sarau e bate-papo: é a cultura refugiada no Sesc Vila Mariana

Em São Paulo, no Sesc Vila Mariana, acontece neste sábado e domingo a Mostra Refúgios Culturais, que está em sua terceira edição e expõe, comercializa e apresenta a produção cultural dos refugiados de diferentes nacionalidades que vivem na maior metrópole da América Latina. São artesãos, músicos e intelectuais da Síria, Senegal, Bolívia, Guiana Francesa, Irã, Peru, Congo, Angola, Togo, Colômbia e Venezuela.

Bonecas africanas, maquiagem síria, henna árabe, bolsas e cachecóis iranianos, arepas venezuelanas, entre outros produtos e serviços, estarão à disposição dos visitantes, além de apresentações musicais, bate-papos, aulas de dança árabe, sarau e outras atividades gratuitas.

“É considerado refugiado aquele indivíduo que é forçado a se deslocar de seu país, seja por temor de perseguição devido à raça, nacionalidade, opinião política, religião ou grupo social, ou ainda, devido à grave e generalizada violação de direitos humanos”, informa o Sesc. De acordo com senso do IBGE de 2018, o Brasil tinha cerca de 11 mil pessoas em situação de refúgio.

O Sesc São Paulo desenvolve atividades que possibilitam a integração com refugiados e
solicitantes de refúgio desde 1995, ano da assinatura do convênio com a Cáritas Brasileira – Arquidiocesana de São Paulo – e com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados – ACNUR. O ensino da língua portuguesa e a apresentações de manifestações culturais são exemplos de atividades desenvolvidas nas unidades.

Segundo a Polícia Federal, 9.977 pessoas de 115 países solicitaram refúgio no Estado de São Paulo em 2018. A Caritas, principal organização dedicada a esse contingente de pessoas, atendeu, nesse mesmo ano, estrangeiros de 84 nacionalidades, a maioria de Angola (20%), Venezuela (19,8%), República Democrática do Congo (13,6%) e Síria (10,7%). Um quarto deles chegou ao Brasil em 2018, e o restante já estava no país antes. Mais da metade (55%) vivia na zona leste, 26% viviam no centro, 9,5% na zona sul, 6,5% na zona norte e apenas 3% na zona oeste. Os distritos com mais refugiados foram Sé, República, Pari, São Mateus e Itaquera.

 

Programação da Mostra Refúgios Culturais

Sábado (14/12)

13h00 às 15h00
Aula aberta de Dança Árabe – GRUPO – Mawara Dabke (Síria).
Aula aberta da dança folclórica árabe Dabke. É uma dança que tem como princípio de
movimento a batida dos pés no chão, saltos e entrelace das pernas, geralmente dançada em conjunto, acredita-se que tenha surgido da tradição popular de pisar na argila, na região da Palestina, Líbano e Síria.

15h30 às 17h00
Bate-papo “Sexualidade” com Lara Elizabeth Baptista Sequeira Lopes (Moçambique) e Juanita Hernández Solano (Colômbia). Lara conta da sua trajetória de Moçambique até ao Brasil e as adversidades que teve em seu país. Falará sobre os dados do ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) em relação aos pedidos de refúgio por orientação sexual.
Já Juanita Hernández irá relatar um pouco da sua experiência de aceitação. Além disso faz um breve recorte das letras dentro da sigla (LGBTQ+)

17h30 às 18h30
Apresentação do “Coral Infantil Jolie – Crianças refugiadas – IKMR”.
O Show “Made in Coração” apresentado pelo Coro Infantil Coração Jolie, formado por crianças que estão refugiadas na Grande São Paulo, traz um repertório que inclui releituras de grandes sucessos como Azul da Cor do Mar de Tim Maia e O Sol de Jota Quest

Domingo (15/12)
13h00 às 14h00
Apresentação musical com Mah Mooni trio música persa (Irã e Síria).
Mah Mooni é iraniana e se refugiou no Brasil com intuito de ser cantora, prática proibida em sua no Irã desde a Revolução Islâmica em 1979 que o transformou em uma teocracia. A cantora se apresenta com Marjan Mansouiarshad (dança), Ammer Elbah (percussão) e Rajana olba (alaúde) e seu repertório conta com músicas persas, iranianas e sírias.

14h30 às 15h30
Sarau vozes Jovens em Refugiados.
A proposta que por meio de poemas, contos e canções provocam um momento de reflexão
sobre o universo do refúgio e cria um espaço de diálogo sobre cultura, valores e desafios com refugiados.

16h00 às 17h30
Arte e Terapia – Saúde Auto Estima – Exercícios de arte – terapia.
Arte terapia é um processo terapêutico que se serve do recurso expressivo a fim de conectar os mundos internos e externos do indivíduo, através de sua simbologia. Variados autores definiram a arte terapia. Com Leonor Solano e Kelly Mendes.

17h30 às 18h30
Apresentação Katuta Grupo Folclórico Boliviano.
A Associação Grupo Folclórico Cultural Kantuta Bolívia, foi fundada no dia 27 de abril de 2003 e tem como objetivo apresentar suas danças folclórico típicas da Bolívia, como por exemplo: Caporales, Cueca Cochabambina, Tinkus, Morenada e Diablada. O Grupo é formado por crianças, jovens e adultos colombianos.

Mostra Refúgios Culturais
Dias 14 e 15 de dezembro, sábado e domingo, das 12h às 18h30
Local: Praça de Eventos. Livre. Grátis.
Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141, tel. 5080-3000).
Informações
Bilheteria: Terça a sexta-feira, das 9h às 21h30; sábado, das 10h às 21h; domingo e feriado, das 10h às 18h30 (ingressos à venda em todas as unidades do Sesc).
Horário de funcionamento da Unidade: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábado, das 9h às 21h; e domingo e feriado, das 9h às 18h30.
Central de Atendimento (Piso Superior – Torre A): Terça a sexta-feira, das 9h às 20h30;
sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30.
Estacionamento: R$ 5,50 a primeira hora + R$ 2,00 a hora adicional (Credencial Plena:
trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
R$ 12 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (outros). 111 vagas. O estacionamento conta com bicicletário gratuito. 10 vagas.

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