Marly e Ribamarx ao centro do bloco Os Comunas do Solartralha (que uniu a Feira da Tralha e o Solar Cultural da Terra Maria Firmina dos Reis) no carnaval de 2020. Foto: Reprodução/ Facebook/ Feira da Tralha
Marly e Ribamarx ao centro do bloco Os Comunas do Solartralha (que uniu a Feira da Tralha e o Solar Cultural da Terra Maria Firmina dos Reis) no carnaval de 2020. Foto: Reprodução/ Facebook/ Feira da Tralha

Nada menos que três dias de comemoração é com o que a Feira da Tralha brindará seus clientes fiéis e eventuais. De sexta-feira (13) a domingo (15), uma vasta programação ocupará as imediações do sebo, localizado na Rua Godofredo Viana (Edifício Colonial, loja 8), Centro, quase esquina com a Rua do Sol, em x com o Teatro Arthur Azevedo.

A Feira da Tralha é como aquele artista que rejuvenesce ao gravar o primeiro disco, para o bem e para o mal: fôssemos contar os tempos em que perambulavam de forma itinerante por eventos da cidade, como o RicoChoro ComVida na Praça, a etapa ludovicense do Lençóis Jazz e Blues Festival, a Feira do Livro de São Luís (que este ano acontece entre 8 e 17 de maio), entre outros, já contaria bem mais que dois anos. Mas fiquemos por aqui para não correr o risco de entregar-lhes as idades.

Após a inauguração do sebo, agregou-se, em loja vizinha, o Botequim, já que nem só de livros e discos usados vivem os ratos de sebo, este repórter que o diga. Uniu-se o útil ao agradável e quem toma umas e outras quase sempre quer ouvir boa música, ao menos os frequentadores da Tralha, onde num domingo de sol me apaixonei perdidamente por uma moça bonita que vi passar e cá estou eu, em casa, enquanto escrevo este texto, vendo-a passar de um cômodo a outro como desfilou feito miss diante de meus olhos sobre os paralelepípedos da Godofredo Viana para nunca mais desgrudar de minhas retinas e meu coração. Mas tergiverso, que isto é assunto para uma crônica à parte.

Quero falar é do ambiente simpático, como automaticamente quase todo sebo o é, mas para além das estantes em que ratos de sebos costumamos nos perder, a simpatia de seus proprietários Marly e Ribamarx, e a decoração com elementos que aludem a Cuba (e tudo que Cuba lança, trocadilho intencional, entre camisas, bonés, bandeiras e imagens de Che Guevara e Fidel Castro) e caricaturas de artistas identificados com a esquerda (Cesar Teixeira, Chico Buarque, Joãozinho Ribeiro, Maria Firmina dos Reis). Tudo isso logo angariou tralheiros fiéis, entre os que passam para uma cervejinha após o expediente ou os que perdem a hora e a noção do perigo.

Quero falar é do palco em que rapidamente o “Sebotequim” da Tralha, ambiente livre de bolsomilhos (bolsominions e cervejas de milho), se transformou, já tendo recebido apresentações do Chorinho da Tralha (grupo de choro inventado e batizado no lugar), Banda Clandestino, Lena Garcia, Célia Sampaio, Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro e Gildomar Marinho, entre outros, além de ter sido paisagem inspiradora de composições dos dois últimos.

Tudo isto está sendo comemorado desde o início do mês, com bons descontos no acervo, e programação cultural especial neste fim de semana. Tralheiro/a fiel ou eventual, ninguém pode perder o rumo.

Confira a programação:
Sexta-feira (13), às 20h: exibição de fotos e trechos do documentário “Um passeio por uma história da resistência cultural cubana”, com o professor Isidoro Cruz; e exibição do curta-metragem “Adeus, Hemingway”, de Paulo do Vale.
Sábado (14), às 14h: Xaxados e Perdidos, com participação especial de Dicy
Domingo (15), às 12h30: Chorinho da Tralha
Toda a programação tem couvert artístico colaborativo.

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